quinta-feira, 8 de setembro de 2016

sim, finalmente, encerrando, ou melhor, concluindo a publicação do CATÁLOGO " OCORPO "


TEXTOS DE CARLOS EDUARDO CAMPOS e REGINALDO FAILACCI
E COMPLEMENTO DE SOLANGE RODRIGUES

O corpo ocupa um lugar no espaço. E ele mesmo é

um espaço que possui desdobramentos: a pele, as

ondas sonoras, a aura da perspiração. Esse corpo físico,

material, pode ser tocado, sentido, contemplado. Ele é

esta coisa que os outros veem, sondam em seu desejo.

Ele desgasta-se com o tempo. É um objeto de ciência. Os

cientistas o manuseiam e o dissecam: medem sua massa,

sua densidade, seu volume, sua temperatura: analisam

seu movimento; transformam-no. Mas o corpo dos

anatomistas ou dos fisiologistas é radicalmente diferente

do corpo do prazer e da dor.

Estamos em nosso corpo e não podemos deixá-lo.

Essa presença constante conosco mesmos dá base a

uma das interrogações fundamentais dos ideólogos. O

sujeito- o eu existe- existe somente encarnado: nenhuma

distância pode se constituir entre nós e nosso corpo.

Todavia o corpo transcende o eu a toda hora no- ou

pelo- sono, fadiga, na possessão, no êxtase, na morte.

Ele será futuramente um cadáver. Por tudo isso, a

tradição filosófica antiga o entende como prisão da alma,

como um túmulo. Falar da história do corpo equivale

a olhar tudo o que cerca o indivíduo e o contextualiza.

Estamos, definitivamente, diante de um tema de infinita

proporções. Na história do corpo revela-se o universo

cultural, religioso, social e econômico do indivíduo e da

sociedade. A história do corpo é a história da própria vida

humana.

História do Corpo.

Direção Alain Corbin, Jean – Jacques Courtine, Georges

Vigarello.

Editora Vozes, 2009.





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