quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

O MOMENTO DE CRISE, CRISE ???

Habituamo-nos  facilmente, a repetir o "mantra", ESTAMOS EM CRISE.
A frase, exaustivamente repetida, torna-se uma verdade absoluta.
SERÁ MESMO ?

A crise, ou ainda, a chamada crise acompanha o homem desde que este começou a expressar as suas reflexões sobre si mesmo. Ou seja, o Mundo sempre esteve em crise.
De que crise estamos falando, econômica ? Moral ? Social, histórica ? Ou humana ?
Quais são os reais problemas que a sociedade contemporânea enfrenta ?
Qual é o seu maior medo, receio ?
Que feição tem a sua insegurança ? A exposição excessiva à violência ? A cultura da violência, e a conseqüente cultura da segurança ?
De que Homem, afinal, estamos falando ?
Somos um só ou vários ?

Em termos de Brasil, se estamos vivendo um momento de crise, elas são várias, com certeza.
O país mergulhou nos últimos 14 anos, e continua, em uma curva descendente de qualidade de vida.
Não valorizamos a Educação, seus fundamentos.
Não investimos.
Não qualificamos de forma conseqüente, nossos educadores. Eles,  por sua vez, não querem, não acreditam, ou não desejam perder seu tempo com aprimoramento técnico-científico. Ou seja, uma conjunção de fatores, onde a baixa remuneração é decisiva nopéssimo resultado final da equação.
Se o país não dá o devido valor ao seu processo educacional, anuncia a sua morte. O falecimento moral, econômico, histórico. Vivemos a plenitude do atraso.
Lula como presidente, declara não ler livros e ter chaegado ao cargo máximo em um país. A declaração por si só, vimda de um presidente da repúnlica, é simplesmente,  estarrecedora. e muitos aplaudiram, emocionaram-se, avalizaram. E mesmo com a derrocada de um projeto criminoso de poder, continuam incensando-o como o melhor presidente que o país teve.

Diante deste precário e desanimador quadro, o que resta-nos é bater na tecla de uma educação responsável, técnica, fundamentada. Resta-nos como educadores, mas sobretudo cidadãos, engrossar o mantra, não da crise, mas de uma profunda reforma educacional, a começar pela escolha do ministros da referida pasta. Um concurso, não indicação política, como critério para a sua escolha.


Isabella Reinert Thomé
Educadora desde 1979
Ensino Fundamental e Médio
Artes Cênicas